quinta-feira, 30 de março de 2017

#011 | A Batalha do Parnaso

(Música, Edward Burne-Jones)

          As ideias parnasianas já vinham sendo difundidas no Brasil desde a década de 1870. No final dessa década travou-se no jornal Diário do Rio de Janeiro uma polêmica literária que reuniu, de um lado, os adeptos do Romantismo e, de outro, os adeptos do Realismo e do Parnasianismo. O saldo da polêmica, que ficou conhecida como Batalha do Parnaso, foi a ampla divulgação das ideias do Realismo e do Parnasianismo  nos meios artísticos e intelectuais do país.

    A primeira publicação considerada de fato parnasiana é a obra Fanfarras (1882), de Teófilo Dias. Entretanto, caberia a Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e Francisca Júlia o papel de implantar e solidificar o movimento entre nós, bem como definir melhor os contornos de seu projeto estético.

quarta-feira, 22 de março de 2017

# 010 | Vinícius de Moraes e a renovação do soneto

(Imagem extraída da Internet)

         Vinícius de Moraes, segundo o crítico Antonio Candido, foi o responsável pela reconstrução do soneto na literatura brasileira: "Se hoje dermos um balanço no que Vinícius de Moraes ensinou à poesia brasileira, é capaz de nem percebermos quanto contribuiu, porque, justamente por ter contribuído muito, o que fez de novo entrou na circulação, tornou-se moeda corrente e linguagem de todos."

(Aluízio Falcão. O Estado de S. Paulo, 11 out. 2003 
apud Literatura Brasileira, Cereja e Cochar.)


quinta-feira, 16 de março de 2017

IBFC - Conotação | Figuras de Linguagem


(IBFC/EBSERH-HU-FURG/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/MÉDIO/2016)

(www.planetaeducação.com.br)
Mafalda, personagem criada por Quino, tem sua notoriedade justificada pelo fato de ser uma criança capaz de reflexões profundas e comentários perspicazes. Destaca-se também a linguagem empregada por ela, que geralmente faz uso do registro formal e da conotação. Assim, no primeiro quadrinho, o tema é abordado por meio de uma:

(A)     hipérbole.
(B)     metonímia.
(C)     personificação.
(D)    sinestesia.
(E)   ironia.
__________

      Note que, no primeiro quadrinho, Mafalda diz que os minutos ficam esperando a vez para sair do relógio.

     Quando seres inanimados (no caso, os minutos) passam a ter traços de seres animados, ocorre a personificação, a prosopopeia.


Gabarito: Alternativa C.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

REGÊNCIA - Verbo INVESTIR

1. transitivo indireto (atacar, arremeter):

O touro investiu contra (para) o toureiro.


2. transitivo direto e indireto (empossar):

Investiram-no na função de gerente.


Fonte: Gramática em Textos, Leila Lauar Sarmento.


domingo, 22 de janeiro de 2017

IBFC - Função Sintática


(IBFC/EBSERH-HU-FURG/ANALISTA ADMINISTRATIVO/SUPERIOR/2016)

Assinale a opção que apresenta, corretamente, a classificação sintática dos termos em destaque na frase: “Bonita, cabelos brancos, esguia, bem vestida, ela veio se aproximando.”

(A)     Predicativo do sujeito.
(B)     Adjunto adnominal.
(C)     Sujeito.
(D)     Predicativo do objeto.
(E)     Aposto.

__________
Note que as expressões em destaque caracterizam o pronome “ela” – que exerce a função de sujeito da oração.

Portanto, “bonita” e “esguia” – por caracterizarem o sujeito – exercem a função sintática de predicativo do sujeito.


Gabarito: Alternativa A.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

#017 | Por que a CRASE é facultativa diante dos pronomes possessivos femininos?!

Os pronomes possessivos (minha, tua, nossa, etc) podem ser empregados com ou sem o artigo.

Compare as opções nestes exemplos:

Todos apoiamos a (artigo) sua decisão.  
Todos apoiamos (sem artigo) sua decisão.

Assim, se a palavra anterior ao possessivo exigir a preposição a, a crase será opcional.

Compare, neste exemplo, as duas possibilidades:

Somos favoráveis a (preposição) + a sua decisão. = Somos favoráveis à (com crase) sua decisão.

Somos favoráveis a (preposição) + # sua decisão. = Somos favoráveis a (sem crase) sua decisão.


Aprender e praticar gramática, Mauro Ferreira.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

CONUPE/IAUPE - Regência


(CONUPE-IAUPE/PREFEITURA DE GARANHUNS (PE)/AGENTE ADMINISTRATIVO/2015)

No fragmento "É permissível a cada um de nós morrer pela sua fé..."os termos sublinhados indicam exemplo de

  A)     concordância verbal.
  B)     concordância nominal.
  C)     regência verbal.
  D)     regência nominal.
  E)     deslocamento de termos na oração.

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COMENTÁRIO: O que é permissível, é permissível a (alguém ou algo). No caso, a cada um de nós. O termo permissível possui valor nominal e exige um complemento regido pela preposição "a". Logo, o trecho "a cada um de nós" indica exemplo de regência nominal.


Gabarito: Alternativa D.