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domingo, 6 de maio de 2018

QUE - Partícula Expletiva

Também chamada de partícula de realce, serve como recurso expressivo, enfático de alguma parte da oração. A retirada da palavra "que" não prejudica a estrutura sintática nem o valor semântico da oração.

Exemplos:

Quase que ela desmaia depois daquela cena. 
[Quase ela desmaia depois daquela cena.]

Então qual que é a verdade? [Então qual é a verdade?]


Fonte: A gramática para concursos públicos
Fernando Pestana.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

#011 | Numerais: algarismo romano

        Na leitura dos algarismos romanos que vêm após substantivos que indicam séculos, nomes de papas ou reis e partes de uma obra, empregam-se numerais ordinais até o décimo e, depois, numerais cardinais:

Na Idade Média, no século IX (século nono), predominou o Cristianismo na Europa.

Henrique VIII (Henrique oitavo), rei da Inglaterra, foi casado com Ana Bolena.

No capítulo II (capítulo segundo), estudamos fonema e letra.

O volume XII (volume doze) desta coleção traz biografias de pintores.


ATENÇÃO: Se o algarismo vier antes do substantivo, é lido sempre como numeral ordinal:

O V episódio (quinto episódio) do romance é surpreendente.

O XI capítulo (décimo primeiro capítulo) pareceu-me mais longo.

Fonte: Leila Lauar Sarmento.



quarta-feira, 17 de agosto de 2016

#010 | Valores semânticos das PREPOSIÇÕES

1. Lugar ou origem:

O aparelho é de Londres.
A família residia em Santos.

2. Direção:

Vou a São Paulo, amanhã.

3. Modo:

O remédio era tomado a pequenos goles.

4. Posse:

Reformara a casa de Fernando.

5. Tempo:

Os pescadores partiram de noite.

6. Distância:

São poucos quilômetros daqui a sua casa.

7. Instrumento:

O professor apagou o quadro com o apagador.

8. Causa:

Por ser competente, foi a escolhida.

9. Companhia:

Os pequenos andavam pelo shopping com os pais.

10. Finalidade:

Compraram o material para a reforma da escola.



Fonte: Gramática em Textos, Leila Lauar Sarmento.

sábado, 9 de julho de 2016

#008 | Regência Verbal - QUERER


1. transitivo direto - desejar:

O menino queria balas.
Não o quero mais aqui, saia!


2. transitivo indireto - estimar, amar:

O menino queria muito ao pai.
A garota queria muito ao namorado.


Fonte: Sacconi.

sábado, 9 de abril de 2016

CONUPE/IAUPE - Conjunção


(CONUPE-IAUPE/EXPRESSO CIDADÃO/ASSISTENTE DE ATENDIMENTO AO CIDADÃO/2015)

1.        Releia o trecho a seguir.

 
"(...) por exemplo, que vale a pena ouvir enquanto outra pessoa estiver falando. Ou que ficar muito tempo no chuveiro pode levar à falta de água para todos. Ou ainda que cada um é responsável por seus atos."

A palavra destacada pode ser substituída, sem alteração dos significados que tem no texto, por

  A)     mesmo.
  B)     para.
   C)     talvez.
  D)     também.
  E)     todavia.

____________________
Note que, no trecho, há uma sequência de exemplos: (1) “que vale a pena ouvir enquanto outra pessoa estiver falando”, (2) “que ficar muito tempo no chuveiro pode levar à falta de água para todos” e, finalmente, (3) “[ainda] que cada um é responsável por seus atos”. 

Portanto, o “ainda” possui valor de acréscimo. Assim como o “também”.


Gabarito: Alternativa D.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

FGV - Adjuntos (adnominal e adverbial)


(FGV/CÂMARA MUNICIPAL DO RECIFE/ASSIST. ADMINIST. LEGISLATIVO/2014)

“empregar métodos bastante variados”; a frase abaixo em que o vocábulo “bastante” deve ser colocado no plural é: 

(A) Eles eram bastante amigos meus. 

(B) Choveu bastante nas férias. 

(C) Durante dias eles trabalharam bastante. 

(D) Eles se sentiram bastante fortes. 

(E) Bastante brasileiros emigraram para a Europa.
____________________

O termo bastante só irá para o plural quando exercer função adjetiva (adjunto adnominal).

Nas alternativas (A), (B), (C) e (D) a palavra bastante exerce função adverbial (adjunto adverbial) sendo, portanto, invariável - permanece no singular.

Na alternativa (E) o caso é diferente. Observe:

Bastante brasileiros emigraram para a Europa.

O elemento bastante tem função adjetiva (relaciona-se com o nome-núcleo brasileiros). Neste caso, concorda com o núcleo em número (plural).

Ficando adequado desta forma: 

Bastantes brasileiros emigraram para a Europa.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

FGV - Derivação Imprópria


(FGV/FUNARTE/ADMINISTRADOR/2014)

No título dado à crônica – Brasileiro, homem do amanhã – a palavra sublinhada está empregada fora de sua classe gramatical (derivação imprópria). A frase em que ocorre o mesmo tipo de derivação é:

(A) “Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham”;

(B) “Adiamos o trabalho, o encontro, o almoço, o telefonema, o dentista, o dentista nos adia, a conversa séria, o pagamento do imposto de renda, as férias, a reforma agrária, o seguro de vida, o exame médico, a visita de pêsames, o conserto do automóvel, o concerto de Beethoven, o túnel para Niterói, a festa de aniversário da criança, as relações com a China, tudo”;

(C) “Até o amor. Só a morte e a promissória são mais ou menos pontuais entre nós”;

(D) “Mesmo assim, há remédio para a promissória: o adiamento bi ou trimestral da reforma, uma instituição sacrossanta no Brasil”;

(E) “Entre endereços de embaixadas e consulados, estatísticas, indicações culinárias, o autor intercalou o seguinte tópico...”.

____________________

Na derivação imprópria - como o próprio enunciado nos diz - a palavra muda, migra de categoria gramatical.

No título da crônica "Brasileiro, homem do amanhã", de Paulo Mendes Campos, a palavra amanhã (originalmente, advérbio) é empregada como substantivo - determinada pelo artigo o [do (de+o) amanhã]. 

Na alternativa "A" temos também casos de derivação imprópria.

“Adiamos tudo: o bem e o mal, o bom e o mau, que não se confundem, mas tantas vezes se desemparelham”

Note: bem e mal são originalmente advérbios; bom e mau, adjetivos. Contudo, nesse caso - por conta dos artigos, determinantes, foram empregadas como substantivos.

Portanto, derivação imprópria.


Gabarito: Alternativa A.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

CONUPE/IAUPE - Conjunção


(CONUPE-IAUPE/PREF. DE GARANHUNS/AGENTE ADMINIST./2015)

Texto

"É permissível a cada um de nós morrer pela sua fé, mas não matar por ela." (Hermann Hesse)


No texto, o termo "mas" exprime ideia de oposição, podendo ser substituído, sem alterar o sentido, pelo conectivo

A) pois. 

B) assim. 

C) todavia. 

D) portanto. 

E) por isso.
____________________

No texto em questão (como o próprio enunciado diz) a conjunção mas exprime ideia de oposição - possui valor adversativo.

Logo, pode ser substituída, sem alteração de sentido, pela conjunção todavia.


Gabarito: Alternativa C.



segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cespe/UnB - Conjunção


(CESPE-UnB/MTE/AGENTE ADMINIST./2014)


Caso se substituísse o conectivo “mas” (.10) por no entanto, seriam mantidos a correção gramatical e o sentido do texto.
____________________

Observe:
"Assim, toda relação de emprego (espécie) é uma 10 relação de trabalho, mas nem toda relação de trabalho é uma relação de emprego."

O conectivo mas possui valor adversativo. Logo, a substituição por no entanto (contudo, todavia...) mantém a correção gramatical e o sentido do texto.


Gabarito: Certo.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Covest - Relação lógico-semântica


(COVEST/UFPE/ASSISTENTE EM ADMINIST./2015)


O Texto 2 se inicia nos seguintes termos: “A assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a possibilidade de alguém possuir legalmente um escravo no Brasil. No entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões”. Nesse parágrafo, a expressão sublinhada é altamente relevante porque:

A) é típica dos textos escritos que se destinam a contextos de grande formalidade.

B) expressa um sentido de causalidade; ou seja, refere a ‘causa’ do efeito em questão.

C) separa um segundo período do primeiro, ambos constitutivos do mesmo parágrafo.

D) indica que o conteúdo do parágrafo vai trazer informações contrárias às já apresentadas.

E) aproxima o texto jornalístico das comunicações coloquiais cotidianas.
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O termo no entanto expressa, neste contexto, uma relação lógico-semântica de contrariedade, de adversidade.

Observe: A Lei Áurea foi assinada e "representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra". No entanto (entretanto, porém, todavia...), "persistiram situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões".

Logo, as informações introduzidas pelo conectivo no entanto são contrárias às informações anteriormente apresentadas.


Gabarito: Alternativa D.